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domingo, 5 de abril de 2020

Exército diz ser prematuras as conclusões sobre isolamento vertical

Exército diz ser prematuras as conclusões sobre isolamento vertical


Documento do Centro de Estudos do Exército (CEEx) considera “prematuro” elaborar conclusões acerca do isolamento seletivo ou “vertical” adotado em países da Ásia e da Europa e, embora faça a mesma avaliação sobre a alternativa “horizontal”, aponta como “provável” que as medidas adotadas nas cidades brasileiras com maior número de casos “tenha alongado a curva da doença”. O trabalho reconhece a complexidade de se obter consenso entre as lideranças políticas e os governos nas esferas federal, estaduais e municipais, mas vê essa necessidade como “urgente”. 
“Não parece razoável uma quebra de governabilidade num momento tão crítico”, diz o estudo Crise COVID-19: Estratégias de Transição para a Normalidade". Com data de 2 de abril e disponível no site do CEEx, o documento aponta que a tarefa de “adoção de uma estratégia nacional para o enfrentamento da crise do COVID-19" vem se mostrando “complexa, seja em termos econômicos, quanto políticos, científicos e, até mesmo, éticos” e se propõe a “apoiar a busca de um consenso mínimo, essencial para que uma estratégia eficaz seja estabelecida”. 
O estudo foi concluído e publicado nove dias após o comandante do Exército, general Edson Leal Pujol, afirmar em vídeo divulgado nas redes sociais da instituição que a pandemia do novo coronavírus “talvez seja a missão mais importante” da atual geração de militares, e que a força adotou medidas conforme recomendações das autoridades de saúde.  
Na segunda-feira, o antecessor de Pujol, o general Eduardo Villas-Bôas, elogiou a “coragem e a perseverança” do presidente Jair Bolsonaro, criticado por desautorizar as decisões do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e afirmou que “um líder deve agir em função do que as pessoas necessitam, acima do que elas querem”.
O CEEx foi criado em 2003 e é subordinado ao Estado-Maior do Exército (EME), cujo comando é o segundo posto mais importante da instituição. Esse cargo era ocupado pelo atual ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Souza Braga Netto, e desde 26 de março está sob a chefia do general Marcos Antonio Amaro dos Santos, ex-comandante militar do Sudeste.

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