Grupo afirma que distribuição das correções das provas discursivas diverge dos percentuais previstos no edital; banca e corporação ainda não se manifestaram sobre as alegações.

Um grupo de candidatos do concurso público para o Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) protocolou representações junto ao Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) questionando critérios adotados pelo Cebraspe na fase de correção das provas discursivas.
Segundo os candidatos, o quantitativo de provas discursivas corrigidas por modalidade de concorrência não observaria os percentuais de reserva de vagas previstos no próprio edital do certame. A alegação é de que essa distribuição teria reduzido o número de candidatos da ampla concorrência que avançaram para as etapas seguintes do concurso.
Para fundamentar o pedido, os candidatos elaboraram uma nota técnica baseada nos editais públicos do concurso. O documento sustenta que o edital prevê reserva de 20% das vagas para candidatos negros, 10% para candidatos hipossuficientes e 20% para pessoas com deficiência, restando 50% para a ampla concorrência. No entanto, segundo os autores da análise, a distribuição das provas discursivas corrigidas teria seguido uma proporção diferente da prevista originalmente.
A nota técnica afirma que, do total de 735 provas discursivas previstas para correção, foram destinadas 257 à ampla concorrência, 257 à cota para candidatos negros, 74 para candidatos hipossuficientes e 147 para pessoas com deficiência. Na avaliação do grupo, essa distribuição corresponderia a aproximadamente 35%, 35%, 10% e 20%, respectivamente, em vez da proporção de 50%, 20%, 10% e 20% prevista no edital.
Ainda conforme o documento, a diferença teria impacto direto na nota de corte da ampla concorrência e no número de candidatos que seguiram no certame. Como alternativa, os autores defendem a ampliação do quantitativo de provas discursivas corrigidas, preservando os candidatos já classificados e evitando prejuízo às demais modalidades.
Os candidatos afirmam que buscaram solução administrativa junto aos responsáveis pelo concurso, mas alegam não terem obtido resposta capaz de solucionar o impasse. Diante disso, decidiram encaminhar representações aos órgãos de controle para que a questão seja analisada.
Até o momento, não há informação sobre decisão do TCDF, do MPDFT ou do Poder Judiciário reconhecendo eventual irregularidade ou determinando qualquer alteração no andamento do concurso.
O concurso para admissão ao Curso de Formação de Oficiais da PMDF é organizado pelo Cebraspe e prevê diversas etapas eliminatórias e classificatórias até a formação da nova turma de oficiais da corporação.
Espaço aberto
A reportagem procurará o Cebraspe e a Polícia Militar do Distrito Federal para que se manifestem sobre os questionamentos apresentados pelos candidatos. Caso haja resposta, este conteúdo será atualizado.




