Centro-Oeste - Temor de fraudes com inteligência artificial atinge 90% da população na região

Pesquisa Observatório Febraban mostra que maioria das pessoas têm receio de perdas provocadas por ações que utilizam a inteligência artificial


Com o tema já incorporado ao repertório dos brasileiros, a inteligência artificial tem provocado visões com sentimentos diversos entre a população. Uma das maiores inquietações com o uso da tecnologia na região Centro-Oeste são as fraudes, golpes e vídeos falsos: 90% acham esse tipo de prática muito preocupante, superando a percepção de IA em deepfakes influenciando eleições (86%) e também acima de outra consequência indesejada, o impacto ambiental dos datacenters (62%).

Os dados inéditos são da 19ª edição da Pesquisa Observatório Febraban, realizada pelo IPESPE, no início de junho, nas cinco regiões do país. O objetivo do levantamento foi trazer um panorama abrangente sobre o grau de conhecimento e familiaridade dos brasileiros com a inteligência artificial.

No recorte referente ao Centro-Oeste, 89% das pessoas disseram já ter ouvido falar de IA, em um nível pouco abaixo da média nacional (92%); os que afirmaram conhecer bem a ferramenta na região somam 28%, enquanto 64% relatam que já tiveram com certeza algum contato com a tecnologia. Os que disseram já ter utilizado a IA chegam a 54%. Os que não a utilizam alegam principalmente a preocupação com a privacidade ou uso de dados (20%) ou não veem utilidade no seu uso (19%).

Entre os principais usos mencionados, o campeão é a busca de informações e esclarecimento de dúvidas (61%), seguida de longe pela criação de vídeos e imagens (17%) e aplicação profissional (13%). A principal vantagem esperada com a IA é o aprendizado de coisas novas (46%), seguido do ganho de tempo (41%).

Diante de todas essas possibilidades, a inteligência artificial é recebida hoje mais com preocupação (36%) do que com entusiasmo (20%).

“A pesquisa traz um cenário compatível com o estágio atual do debate no país. Ainda estamos discutindo um marco legal específico para a inteligência artificial, e órgãos como a ANPD, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, vêm testando instrumentos regulatórios voltados à IA e à proteção de dados”, ressalta o sociólogo e cientista político Antonio Lavareda, presidente do Conselho Científico do IPESPE.

A íntegra do 19º levantamento Observatório Febraban, pesquisa Febraban-IPESPE, que também possui um recorte regionais, pode ser acessada neste link

Sociólogo e cientista político Antonio Lavareda


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