Últimas apresentações acontecem no CEPI Andorinha e no CEPI Pica Pau, resgatando o lúdico e a tradição das rodas infantis

Após percorrer diversas regiões administrativas do Distrito Federal, a 20ª edição do projeto Caravana de Histórias entra em sua reta final. A jornada itinerante, que levou a magia da tradição oral, das cantigas e das brincadeiras de roda a crianças da rede pública de ensino, faz suas últimas paradas nesta semana, em Samambaia.
Nesta quinta-feira (21/05), o idealizador do projeto, William Reis, e a contadora de histórias Mônica Papa sobem ao palco da imaginação no CEPI Andorinha, levando um repertório de cantigas de roda, parlendas e brincadeiras cantadas que atravessam gerações. Na sexta-feira (22/05), a dupla segue para o CEPI Pica Pau, para o último ato dessa viagem de afeto e memória.
“Quando uma criança ouve uma história, algo mágico acontece. Ela amplia seu vocabulário, desenvolve empatia, organiza emoções e aprende, pouco a pouco, a compreender a si mesma e o outro. Quando ela canta e brinca, o corpo participa, a memória se fortalece, os vínculos se criam. E, quando tudo isso se junta - a história, a cantiga e a brincadeira -, o aprendizado se torna vivo, significativo e inesquecível”, explica Reis.
Ao todo, a iniciativa passou por 15 unidades públicas de ensino, incluindo creches, Centros de Educação da Primeira Infância (CEPI) e Escolas Classe, nas cidades de Brazlândia, Taguatinga, Guará, Riacho Fundo, Núcleo Bandeirante e Samambaia. A Caravana de Histórias envolveu mais de 6 mil ouvintes, entre estudantes e servidores da rede pública, devolvendo o direito à infância com pureza, alegria e criatividade.
O legado do brincar
Mais do que apresentar narrativas, a Caravana de Histórias se consolidou como uma tecnologia de afeto. Nesta edição, além de William Reis e Mônica Papa, o projeto contou com a sensibilidade de contadores consagrados no DF, como Deise Saraiva, Elizete Ferreira de Medeiros, Neide Maria de Abreu, grupo Pé de Cerrado e Fada Rosa.
Para traduzir a essência do Caravana de Histórias, William Reis, que é membro da Associação Amigos da História e um dos articuladores da Lei que criou a Semana Distrital do Contador de Histórias em Brasília, recorre ao educador Friedrich Froebel, criador do conceito de jardim de infância: ‘brincar é a mais alta expressão do desenvolvimento humano na infância, pois é a expressão livre do que está na alma da criança’.
O projeto é uma realização do Instituto Latinoamerica, em parceria com o Ministério da Cultura, com produção da DeuCerto Produções e apoio da Associação Amigos da História.
SERVIÇO
Caravana de Histórias
Quando: até 22 de maio. Apresentações pela manhã e à tarde
Onde: Centros de Educação da Primeira Infância (CEPI) e creches, em Samambaia, Riacho Fundo, Núcleo Bandeirante, Guará, Brazlândia e Taguatinga
Mais informações: @amigosdashistorias




