Manipulação inadequada e excesso de cloro podem causar intoxicações e problemas respiratórios

Episódios recentes de intoxicação por produtos químicos registrados em uma academia de São Paulo acenderam o alerta sobre os cuidados necessários com a manutenção de piscinas de uso coletivo. Embora os casos ainda estejam sob investigação, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, por meio da Diretoria de Vigilância Sanitária (Divisa), reforça as orientações para garantir a segurança dos banhistas no Distrito Federal.
De acordo com a diretora da Divisa, Márcia Olivé Roseno, é obrigatório que piscinas de uso coletivo passem por monitoramento constante da qualidade da água. “O parâmetro de pH deve estar entre 7,2 e 8,4. Também é importante aferir o nível de cloração, que deve estar no mínimo em 0,5 mg/l e no máximo em 1,5 mg/l”, orienta.
O controle desses indicadores deve ser realizado ao menos três vezes ao dia por profissional habilitado para operação de piscinas.
Riscos da exposição excessiva ao cloro
O cloro é amplamente utilizado para eliminar micro-organismos patogênicos, como bactérias e vírus. No entanto, quando utilizado acima da concentração recomendada ou misturado inadequadamente a outros produtos — especialmente em ambientes fechados — pode representar riscos à saúde.
Segundo a Vigilância Sanitária, níveis superiores a 1,5 mg/l podem provocar sintomas como:
- Tosse e irritação respiratória
- Alergias
- Ardência e irritação nos olhos
- Confusão mental
- Edema pulmonar (acúmulo de líquido nos pulmões)
- Queimaduras nas vias aéreas
- Insuficiência respiratória
A alta volatilidade do cloro também aumenta o risco de inalação em áreas pouco ventiladas.
Atenção antes de entrar na água
A Divisa recomenda que os frequentadores observem atentamente as condições da piscina antes do banho.
É indicado evitar o uso quando a água estiver:
- Turva ou esverdeada
- Com resíduos suspensos ou acumulados no fundo
- Com sujidade nas bordas
- Com cheiro muito forte de cloro
Esses sinais podem indicar desequilíbrio químico ou falhas na manutenção.
Fiscalização e canais de denúncia
A Diretoria de Vigilância Sanitária em Saúde é responsável por fiscalizar todos os estabelecimentos que possuam piscina no Distrito Federal, tanto em ações de rotina quanto mediante denúncias da população ou demandas de órgãos de controle e licenciamento.
Caso o cidadão identifique irregularidades, pode acionar a Ouvidoria do Governo do Distrito Federal por meio da plataforma ParticipaDF ou pelo telefone 162. A sede da Divisa funciona no prédio da Subsecretaria de Vigilância à Saúde, na EQS 712/912, Bloco D, Asa Sul.




