Fevereiro, o mês do coração: por que o check-up cardiovascular nunca foi tão importante

Novas metas da SBC reforçam controle do colesterol, da pressão arterial e atenção aos sintomas silenciosos


Fevereiro é reconhecido como o mês do coração, um período dedicado à conscientização sobre as doenças cardiovasculares, que seguem como a principal causa de morte no Brasil. No Rio de Janeiro e em todo o país, o alerta ganha ainda mais força diante do aumento de casos de hipertensão, colesterol elevado e infartos em pessoas cada vez mais jovens. Além disso, mudanças recentes nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) tornaram as metas de controle ainda mais rigorosas, reforçando a importância da prevenção e do acompanhamento médico regular.

O cardiologista Rodrigo Souza explica que muitas doenças do coração evoluem de forma silenciosa e só dão sinais quando já estão em estágio avançado. “A prevenção hoje é a principal ferramenta para reduzir mortes evitáveis. Esperar sintomas claros pode ser um erro grave”, afirma.

A seguir, sete pontos essenciais para cuidar do coração, especialmente neste mês de conscientização.

1. O check-up cardiovascular deve fazer parte da rotina

Muitas pessoas só procuram o cardiologista quando sentem dor no peito ou falta de ar. “O problema é que grande parte das doenças cardíacas não dá sintomas no início”, explica o cardiologista Rodrigo Souza. Exames simples, como aferição da pressão, avaliação do colesterol, glicemia e eletrocardiograma, ajudam a identificar riscos precocemente.

2. As metas de colesterol LDL ficaram mais rigorosas

A SBC atualizou suas diretrizes e passou a recomendar níveis ainda mais baixos de colesterol LDL, especialmente para pacientes de alto e muito alto risco. “Hoje sabemos que quanto menor o LDL, menor o risco de infarto e AVC. Não existe um valor ‘seguro demais’ para quem já tem fatores de risco”, destaca o médico.

3. Controle da pressão arterial exige atenção constante

A hipertensão segue sendo um dos principais fatores de risco cardiovascular e, muitas vezes, passa despercebida. “A pressão alta é silenciosa. O paciente pode passar anos sem sentir nada enquanto o coração, o cérebro e os rins sofrem danos progressivos”, alerta Rodrigo Souza. A SBC reforça a importância de metas mais rígidas e do acompanhamento regular.

4. Sintomas silenciosos também merecem investigação

Cansaço excessivo, palpitações, tontura, falta de ar aos pequenos esforços e dores no peito atípicas não devem ser ignorados. “Nem todo infarto começa com dor intensa. Em muitos casos, os sinais são sutis e facilmente confundidos com estresse ou ansiedade”, explica o cardiologista.

5. Estilo de vida pesa tanto quanto fatores genéticos

Sedentarismo, alimentação rica em ultraprocessados, tabagismo, consumo excessivo de álcool e estresse crônico aumentam significativamente o risco cardiovascular. “Mesmo quem tem histórico familiar pode reduzir muito o risco com mudanças consistentes no estilo de vida”, reforça o especialista.

6. Doenças do coração estão atingindo pessoas mais jovens

O cardiologista chama atenção para um fenômeno cada vez mais comum nos consultórios. “Temos visto infartos e hipertensão em pacientes abaixo dos 40 anos, muito ligados à má alimentação, obesidade, noites mal dormidas e excesso de estresse”, afirma Rodrigo Souza.

7. Prevenção é um investimento em qualidade de vida

Cuidar do coração não é apenas evitar eventos graves, mas garantir mais disposição e longevidade. “Quando o paciente entende que prevenção não é exagero, mas cuidado, ele ganha anos de vida com mais qualidade”, conclui o cardiologista.

No mês do coração, a principal mensagem é clara: acompanhar a saúde cardiovascular regularmente, seguir as novas recomendações médicas e não ignorar sinais do corpo são atitudes que salvam vidas.
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