Carnaval e resfriados: por que sintomas leves pedem atenção redobrada na folia

Mesmo com queda dos casos de SRAG no país, especialistas alertam que aglomerações típicas do Carnaval favorecem a transmissão de vírus respiratórios


Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave seguem em queda na maior parte do país, de acordo com o boletim mais recente do InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz. Ainda assim, o Carnaval acende um sinal de alerta entre especialistas. O período é marcado por grandes aglomerações, contato próximo e longas horas de exposição, combinação perfeita para a disseminação de vírus respiratórios, inclusive aqueles responsáveis por resfriados comuns.

A recomendação das autoridades de saúde é direta: pessoas com sintomas de gripe ou resfriado devem evitar blocos e festas. Se, mesmo assim, decidirem participar da folia, o ideal é usar máscara e priorizar ambientes abertos e bem ventilados, reduzindo o risco de transmissão.

O problema é que sintomas como nariz entupido, coriza, espirros e sensação de mal-estar costumam ser subestimados. Segundo a otorrinolaringologista Renata Mori, entender o que o corpo está sinalizando faz diferença não só para a própria recuperação, mas também para a saúde coletiva. “O resfriado comum é uma infecção viral extremamente frequente e contagiosa. Mesmo sendo um quadro leve, é justamente nos primeiros dias que a pessoa transmite mais o vírus”, explica.

O resfriado costuma surgir de forma súbita, com coriza clara, espirros, congestão nasal, leve dor de garganta e, em alguns casos, febre baixa. “É uma condição autolimitada, que melhora em cinco a sete dias com repouso, hidratação e cuidados locais. Forçar o corpo nesse período, além de prolongar os sintomas, aumenta a chance de transmitir o vírus para outras pessoas”, destaca a médica.

Já a sinusite, atualmente chamada de rinossinusite, não costuma aparecer sozinha. Ela geralmente é uma complicação de um resfriado ou gripe que não evoluiu bem. A atenção deve aumentar quando os sintomas persistem por mais de dez dias ou pioram de forma súbita, com dor ou pressão no rosto, secreção nasal mais espessa e diminuição do olfato. “Nem toda secreção amarelada significa infecção bacteriana ou necessidade de antibiótico. A avaliação médica é fundamental para evitar tratamentos inadequados”, alerta Renata Mori.

A rinite alérgica, por outro lado, não é causada por vírus ou bactérias e não é transmissível. Espirros repetidos, coceira intensa no nariz e nos olhos, coriza sempre clara e ausência de febre costumam diferenciar esse quadro. Mesmo assim, os sintomas podem gerar confusão durante o Carnaval. “Identificar corretamente a causa evita tanto o uso errado de medicamentos quanto a falsa sensação de segurança em casos que são, na verdade, infecciosos”, explica a especialista.

Para Renata Mori, o recado neste Carnaval é simples e responsável. “Se há sintomas de resfriado ou gripe, o melhor é descansar e se recuperar. Além de cuidar do próprio corpo, a pessoa contribui para reduzir a circulação de vírus em um período de grande contato social”, conclui.
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