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Projeto realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal reúne oficinas de diferentes linguagens artísticas e encerra programação com exposição audiovisual no Espaço Cultural Renato Russo.


Como a arte pode abrir espaço para novas formas de existir, criar e perceber o mundo? A partir dessa inquietação, o projeto “Arte para a Inquietude Contemporânea: expressão, criação, novas formas de ser” desenvolveu uma programação formativa que aproximou estudantes, artistas, pessoas com deficiência e diferentes públicos do Distrito Federal de experiências artísticas marcadas pela experimentação, pela escuta e pela liberdade de criação.

Agora, o encerramento será uma exposição audiovisual que acontecerá no dia 7 de outubro de 2026, às 17h, no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul). A mostra é resultado da atividade formativa “Arte para Fazer Nada”, oficina ministrada no primeiro semestre de 2026 por Helton Azevedo. Gratuito. Livre para todos os públicos.

A exposição reúne registros e desdobramentos do processo vivido durante a oficina, transformando a experiência coletiva de criação em uma mostra que compartilha com o público os caminhos percorridos pelos participantes.

A atividade final representa também a continuidade do propósito do projeto: criar espaços de convivência, experimentação e reflexão sobre o papel da arte no cotidiano e sobre as diferentes possibilidades de expressão na contemporaneidade.

Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o projeto propõe uma relação menos convencional com a arte, entendendo a criação como ferramenta de expressão, reflexão, encontro e transformação. Ao longo de sua programação, foram realizadas oficinas que atravessaram temas como corpo, identidade, território, ócio, acessibilidade, imaginação e memória, utilizando linguagens diversas como performance, bordado, arte urbana, desenho, pintura e xilogravura.
Poéticas da Deformidade: o aleijo como forma de expressão

Entre as atividades esteve a oficina “Poéticas da Deformidade: O Aleijo como Forma de Expressão”, conduzida pela artista Lua Kixelô Cavalcante, realizada no CEM Paulo Freire (SGAN 610), em 26 de maio de 2025. Em uma proposta de performance interativa, os participantes foram convidados a construir coletivamente um grande Manto-Aberração, bordando palavras, símbolos e imagens relacionados aos conceitos de deformidade e “aleijado”. Artista, diretora de arte, capoeirista, sambadeira de roda e educadora, Lua Kixelô propõe em sua prática reflexões sobre o corpo enquanto espaço artístico, político e pedagógico, tendo as manifestações tradicionais como uma de suas principais referências.


Grafite, hip-hop e expressão emocional

A programação também chegou à EC Guariroba, em Samambaia, com a artista MIAH, em uma vivência realizada nos dias 19 e 24 de novembro de 2025 que aproximou grafite, hip-hop e expressão emocional. As estudantes participaram da criação de um projeto coletivo de mural, transformando ideias, sentimentos e percepções sobre o território escolar em cores, imagens e formas.

Arte para Fazer Nada

Outro destaque foi a oficina “Arte para Fazer Nada”, conduzida por Helton Azevedo, realizada em dois encontros: em 30 de maio de 2026, na Praça do Batukenje, no Parque da Cidade, e em 14 de junho de 2026, no Bosque do Sudoeste. A atividade propôs uma experiência de desaceleração em meio à urgência do cotidiano e partiu do ócio como possibilidade de criação, estimulando desenhos, pinturas, escritas, conversas e trocas espontâneas. Durante a oficina, o afastamento dos celulares foi parte da experiência, criando um espaço dedicado à presença, à observação e à relação direta entre os participantes e os materiais artísticos.

Arte Surrealista para PCDs Visuais

A perspectiva da acessibilidade também esteve presente de forma central no projeto. A oficina “Arte Surrealista para PCDs Visuais”, conduzida por Camila Souza e realizada nos dias 9 e 14 de julho de 2026, no Instituto Reciclando o Futuro (EQS 102/103 Sul, Lote B), foi pensada especialmente para pessoas com deficiência visual e trabalhou com texturas táteis, estímulos sensoriais e contrastes de cores, explorando o imaginário, o sonho e o inconsciente por meio de uma experiência artística acessível.

Introdução à Xilogravura: teoria e prática

Completando o percurso formativo, o artista Valdério Costa conduziu a oficina “Introdução à Xilogravura: Teoria e Prática”, realizada nos dias 15 e 22 de julho de 2026, na EAPE — Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (SGAS 907, Asa Sul). A atividade apresentou aspectos históricos da técnica e proporcionou uma experiência prática com desenho, criação de matrizes e processos de impressão, aproximando os participantes das diferentes possibilidades de expressão oferecidas pela gravura.

Mais do que oferecer oficinas, “Arte para a Inquietude Contemporânea” constrói um percurso de encontros entre artistas, participantes e territórios do Distrito Federal, valorizando experiências que ultrapassam a ideia tradicional de ensino de arte. O projeto parte da compreensão de que criar também pode ser uma forma de questionar, ocupar espaços, elaborar experiências e imaginar novas maneiras de ser e estar no mundo.

SERVIÇO: Projeto “ARTE PARA A INQUIETUDE CONTEMPORÂNEA” ocupa o Espaço Cultural Renato Russo
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