Evento reuniu autoridades, empresários e representantes do setor jurídico e destacou a continuidade das iniciativas de governança, transparência e combate à corrupção

Ministro Augusto Nardes celebra 21 anos de carreira no TCU ao lado de Damares Alves, Cris Nardes e Cristiane Britto.
Um jantar realizado na noite de terça-feira, 4 de agosto, em Brasília, marcou os 21 anos de atuação do ministro Augusto Nardes no Tribunal de Contas da União (TCU). A homenagem reuniu advogados, empresários, prefeitos e lideranças públicas para reconhecer a trajetória do ministro e discutir a continuidade das ações voltadas à governança e ao combate à corrupção.
Entre os participantes estavam a senadora Damares Alves (Republicanos-DF); Cris Nardes, especialista da Rede Governança Brasil e pré-candidata a deputada distrital; e Cristiane Britto, ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e pré-candidata a deputada federal.
Convidados do jantar.
Indicado para o TCU em 2005, Augusto Nardes assumiu o cargo em um período marcado pela repercussão de grandes investigações e escândalos nacionais, como as operações Vampiro e Sanguessuga, além dos casos Banestado e Mensalão. Desde então, concentrou sua atuação na implementação de práticas de governança na administração pública.
Ao longo de sua trajetória, Nardes presidiu o TCU no biênio 2013-2014 e participou da criação da Rede Governança Brasil (RGB), da qual se tornou embaixador. Segundo o texto apresentado durante a homenagem, as iniciativas da rede já alcançaram 447 municípios brasileiros. O ministro também é mestre em Estratégia do Desenvolvimento pela Universidade de Genebra, na Suíça.
Continuidade das ações
A manutenção das pautas defendidas pelo ministro esteve no centro dos discursos da noite. Cris Nardes pediu o envolvimento de profissionais e apoiadores para que os projetos tenham continuidade após a saída de Augusto Nardes do tribunal.
“Com a saída do ministro, essa pauta não pode parar. Estamos convocando os advogados e os amigos para dar continuidade”, afirmou.
Cris Nardes enfatiza a implantação da governança em 447 municípios no país.
Ela também destacou o trabalho desenvolvido pela Rede Governança Brasil em defesa do Projeto de Lei da Governança. De acordo com Cris Nardes, uma das prioridades atuais é ampliar a aplicação dessas práticas no Distrito Federal.
A senadora Damares Alves recordou o período de 2004 e 2005, quando atuava como assessora e participou das articulações na Câmara dos Deputados em favor da indicação de Nardes ao TCU. Anos mais tarde, já à frente do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, afirmou ter utilizado ensinamentos do ministro na área de gestão pública.
“O ministro fez escola, nos ensinando que, mesmo tendo pouco, com governança, destreza e responsabilidade, a gente consegue fazer grandes entregas no Brasil”, declarou.
Damares afirmou ainda que ela, Cristiane Britto e Cris Nardes pretendem dar continuidade ao legado do ministro, especialmente nas áreas de gestão, governança e transparência no Distrito Federal.
Damares Alves ressalta que dará continuidade ao legado do ministro de combate à corrupção, junto com Cris Nardes e Cris Britto.
Governança e proteção social
Em seu discurso, Cristiane Britto relacionou a governança pública à proteção dos direitos humanos. Para a ex-ministra, o desvio de recursos públicos afeta diretamente a qualidade dos serviços oferecidos à população.
“Não há maior violação de direitos humanos do que a corrupção”, afirmou.
Cristiane lembrou sua atuação ao lado de Damares Alves no Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e defendeu que o Distrito Federal seja administrado com maior integridade e responsabilidade.
Cristiane Britto define a corrupção como a maior violação dos direitos humanos.
Planejamento de longo prazo
Ao agradecer a homenagem, Augusto Nardes atribuiu a construção de sua proposta de governança à colaboração de mais de cem auditores do TCU ouvidos ao longo dos anos.
“Eu sou do diálogo, gosto de ouvir”, disse.
Segundo o ministro, o projeto começou a ser estruturado em 2013, durante uma reorganização interna do tribunal. Na ocasião, cerca de 500 auditores foram realocados e puderam escolher as áreas em que desejavam atuar.
Nardes também defendeu a criação de um planejamento nacional de longo prazo. Na avaliação dele, o Brasil ainda enfrenta dificuldades para se consolidar como liderança mundial por não possuir um projeto de Estado com metas definidas para os próximos anos.
“O país ainda está tateando para ser uma liderança mundial, porque não temos um projeto de Estado brasileiro de médio e longo prazo, que deveria ser de, no mínimo, 15 anos”, concluiu.
Fotos: Fabiano Neves.
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Política

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