
- Índice traz ranking das regiões com maior taxa de inadimplência de aluguel
- Índice de inadimplência de aluguel no Distrito Federal ficou em 2,16%, alta de 0,38 p.p. em relação a maio e após três meses seguidos de queda
- A região Centro-Oeste registra taxa de inadimplência de 3%, abaixo da média nacional de 3,20% no período
- Imóveis de até R$ 1.000 – residenciais e comerciais – recuam, mas continuam liderando a inadimplência nas faixas de valor
- Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas, índice analisa dados anonimizados de mais de 800 mil locatários
A inadimplência de aluguel no Distrito Federal volta a registrar alta após 3 meses de queda, chegando a 2,16%, o maior patamar desde fevereiro deste ano (2,67%). Já na comparação com junho de 2025 (3,42%), o recuo foi de 1,26 ponto percentual. Apesar do avanço, o indicador ficou abaixo da média nacional (3,20%) e da região Centro-Oeste (3%) no período. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.
Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o início do ano exige atenção, mesmo com variações moderadas. “A oscilação da inadimplência reflete um cenário ainda pressionado por inflação e juros, que impactam diretamente o orçamento das famílias e, por consequência, a capacidade de pagamento dos inquilinos”.
No recorte por regiões, o Nordeste segue com a maior taxa, com 5,15% de inadimplência, mesmo com uma redução de 0,24 ponto percentual em relação a maio. O Norte aparece em segundo lugar, com 4,30%, queda de 0,08 p.p. ante o mês anterior. Na sequência vem o Centro-Oeste, que voltou a subir, de 2,85% em maio para 3% em junho. O Sudeste cedeu 0,19 p.p., fechando o período com 2,96%. Já o Sul permanece com o menor índice, embora tenha tido um leve aumento de 0,04 p.p. no período, e registrou 2,71%.
No Centro-Oeste, os imóveis comerciais registraram aumento na taxa de inadimplência de aluguel em junho, com 4,21%, avanço em relação aos 3,73% observados em maio. Em seguida aparecem as casas, com 4,10%, registrando queda frente aos 4,36% do mês anterior. Os apartamentos mantiveram a menor taxa entre os tipos de imóvel da região mesmo com alta, registrando 1,96%, acima dos 1,77% de maio.
No âmbito nacional, entre a base nacional analisada por faixa de valor, os imóveis comerciais de até R$ 1.000 apresentaram queda (-0,20p.p.), mas ainda preocupam pois concentram a maior taxa de inadimplência, de 7,40%, bem acima da média nacional. A mesma faixa de preço nos imóveis residenciais também é a maior na categoria, com 6,27%. “Os aluguéis mais baixos, em ambos os casos, acabam sendo impactados pela sensibilidade econômica das micro e pequenas empresas, que enfrentam desafios financeiros nesse início de jornada, e das famílias de menor renda em detrimento ao custo de vida”, explica Gonçalves.
No geral, quase todas as faixas tiveram queda em junho, com exceção para os comerciais com aluguel de R$ 5.000 a R$ 8.000, que fecharam em 3,90% (+0,11p.p.). Já as faixas com menor inadimplência no período foram as de imóveis residenciais de R$ 3.000 e R$ 5.000, com 1,68%; e comerciais de R$ 2.000 a R$ 3.000, com 3,36%.
Já os aluguéis acima de R$ 13.000 ocupam a segunda posição no ranking de maior inadimplência, fechando junho com 4,63% para os comerciais e 5,42% para os residenciais. Apesar disso, ambos são resultados do recuo de 0,27 e 0,74 p.p., respectivamente. “Essa faixa [acima de R$ 13.000] costuma concentrar um perfil de locatários formado por empreendedores, comerciantes e empresários. Um público com renda familiar em geral três vezes maior que o aluguel, mas exposto a uma pressão real de carga tributária, giro mais fraco da economia e crédito caro. Enquanto esse cenário persistir, deve puxar essa taxa de forma significativa", analisa Gonçalves.
Na análise por tipo de imóvel, também houve queda nos três segmentos em junho. Os comerciais seguem com maior taxa, de 4,19%, mesmo com queda de 0,20p.p. em relação a maio (4,39%). As casas registraram queda de 3,69%, em maio, para 3,45%, em junho. Já os apartamentos tiveram índice de 2,16%, em junho, ante 2,35%, em maio.
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