Deputada distrital afirma que medida busca dar mais autonomia a mulheres em situação de violência; candidata à reeleição, Delegada Doutora Jane concorre com o número 10555

Foto: Pedro Santos.
A deputada distrital Delegada Doutora Jane destacou uma mudança relacionada ao acesso ao aluguel social para mulheres vítimas de violência doméstica no Distrito Federal. Segundo a parlamentar, a iniciativa busca antecipar a possibilidade de solicitação do benefício e impedir que mulheres sem condições financeiras sejam obrigadas a retornar para a casa do agressor.
Atual deputada distrital, Dra. Jane é candidata à reeleição nas eleições de 2026 pelo Republicanos, com o número 10555. A proteção às mulheres é uma das áreas que ela apresenta como prioridade de sua atuação parlamentar, construída a partir da experiência de anos na segurança pública.
Durante entrevista ao podcast Run News, Dra. Jane afirmou que a proposta relacionada ao aluguel social nasceu de situações que acompanhou quando ainda atuava como delegada. Segundo ela, muitas mulheres conseguiam registrar a ocorrência, mas deixavam a delegacia sem saber como reorganizar a própria vida.
“A mulher vinha, registrava a ocorrência e saía dali com o papel na mão e olhava para o universo e falava: ‘E agora? Faz o quê da minha vida?’”, relatou a deputada.
De acordo com Dra. Jane, um dos principais problemas enfrentados por essas vítimas era justamente a falta de um lugar seguro para permanecer depois da denúncia. Em alguns casos, a mulher havia deixado a própria residência sob ameaça do companheiro e não tinha condições financeiras para buscar uma nova moradia.
A parlamentar afirmou que a legislação do aluguel social já existia, mas que trabalhou para modificar o momento em que a vítima poderia ter acesso ao benefício. “A lei já existia, mas eu fui lá, promovi uma alteração nessa lei para antecipar esse momento, para trazer o momento do aluguel social para o registro do boletim de ocorrência”, explicou.
Para Dra. Jane, permitir que o processo seja iniciado mais cedo é uma forma de ampliar a autonomia da vítima. “Quando ela registra, ela já tem que ter a possibilidade de requerer o aluguel social para não ter que voltar para a casa do agressor”, afirmou.
A deputada também relacionou a medida a outras ações voltadas para mulheres em situação de violência, como acompanhamento psicológico, orientação jurídica e iniciativas de qualificação profissional. Na avaliação de Dra. Jane, romper o ciclo de violência exige uma rede que vá além do registro policial e ofereça condições para que a vítima possa reconstruir a própria vida com segurança e independência.




