Mobilização vai até 1º de setembro e tem crianças e adolescentes como público prioritário, mas vacinação está disponível para pessoas de todas as idades

Equipes da Secretaria de Saúde estão preparadas para informar todas as vacinas necessárias, conforme a faixa etária da pessoa | Foto: Divulgação
Entre os principais objetivos da campanha estão ampliar a cobertura vacinal e evitar a reintrodução de doenças que já foram controladas no país, como sarampo e poliomielite.
Uma das novidades deste ano é a inclusão de uma segunda dose de reforço da vacina inativada contra a poliomielite (VIP) para crianças aos 4 anos. Com a mudança, o esquema de vacinação contra a doença passa a ter cinco doses.
Nova dose reforça proteção contra a poliomielite
A vacina contra a poliomielite passa a ser aplicada conforme o seguinte calendário:
- 1ª dose: aos 2 meses;
- 2ª dose: aos 4 meses;
- 3ª dose: aos 6 meses;
- 1º reforço: aos 15 meses;
- 2º reforço: aos 4 anos.
Crianças menores de 5 anos que ainda não receberam o segundo reforço devem procurar uma unidade de vacinação. Não precisam receber a dose adicional aquelas que já tenham sido imunizadas com a vacina inativada contra a poliomielite (VIP) ou com a vacina oral contra a poliomielite (VOP), conforme o histórico vacinal.
Campanha não é exclusiva para crianças
Apesar de crianças e adolescentes menores de 15 anos serem o principal público da mobilização, pessoas de todas as faixas etárias podem aproveitar o período para verificar se estão com a vacinação atualizada.
Durante a campanha, estão disponíveis os imunizantes previstos no calendário de rotina para crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Também fazem parte da estratégia as vacinas contra a influenza, destinadas aos grupos prioritários; contra o HPV, para adolescentes e jovens de 15 a 19 anos dentro da estratégia de resgate; e contra o sarampo, para pessoas que precisam completar ou atualizar o esquema vacinal.
Vacina contra a gripe continua restrita aos grupos prioritários
A campanha de multivacinação não significa que a vacina contra a influenza será liberada para toda a população.
No Distrito Federal, o imunizante continua destinado aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, entre eles crianças, idosos, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades e outros públicos contemplados pela estratégia nacional.
Por que o sarampo está entre as prioridades?
A preocupação com o sarampo permanece devido à ocorrência de casos em diferentes estados brasileiros e à circulação da doença em outros países.
A estratégia busca identificar pessoas que estejam com o esquema vacinal incompleto e ampliar a proteção da população, reduzindo o risco de reintrodução do vírus no Distrito Federal.
O último caso confirmado de sarampo na capital federal ocorreu em 2025, em uma pessoa com histórico de viagem internacional.
Onde se vacinar?
Não é necessário procurar exclusivamente a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência. A população pode consultar os locais e horários de funcionamento das unidades e pontos de vacinação disponibilizados pela Secretaria de Saúde do DF.
Confira os locais e horários de vacinação no DF
Quais documentos levar?
É recomendável levar a caderneta de vacinação e um documento de identificação válido com foto.
Quem perdeu a caderneta também pode ser vacinado. A ausência do documento não impede a imunização. Sempre que possível, os profissionais de saúde consultarão os sistemas disponíveis para verificar o histórico vacinal e orientar sobre as doses necessárias.
Quem está gripado pode tomar vacina?
A vacinação deve ser adiada em casos de febre ou síndrome gripal em fase aguda.
Já sintomas leves, como coriza ou tosse discreta, não impedem necessariamente a vacinação. Em caso de dúvida, a própria equipe de saúde poderá avaliar a condição da pessoa no momento do atendimento.
É seguro receber várias vacinas no mesmo dia?
Sim. A aplicação simultânea de diferentes vacinas é considerada segura e é recomendada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
A estratégia permite atualizar o esquema vacinal de maneira mais rápida, reduzindo o risco de atrasos e evitando que a pessoa perca oportunidades de vacinação.
A administração de diferentes imunizantes não sobrecarrega o sistema imunológico nem compromete a capacidade de resposta do organismo.
Quais reações podem ocorrer?
Assim como outros medicamentos, as vacinas podem provocar eventos adversos. Na maioria dos casos, são reações leves e passageiras, como dor, vermelhidão ou inchaço no local da aplicação e febre baixa nas primeiras 48 horas.
Se os sintomas forem intensos, persistirem por mais de 48 horas ou apresentarem sinais que preocupem pais ou responsáveis, é recomendado procurar uma UBS ou outro serviço de saúde para avaliação.
O que é o Dia D de Vacinação?
O Dia D de Vacinação está marcado para 22 de agosto. A data será marcada pela intensificação das ações nas UBSs e em pontos comunitários de diferentes regiões do Distrito Federal, com o objetivo de facilitar o acesso da população às vacinas.
A Secretaria de Saúde, no entanto, reforça que não é necessário esperar o Dia D. As doses previstas na campanha estão disponíveis durante todo o período da mobilização, até 1º de setembro.
A orientação é simples: verificar a caderneta, identificar eventuais doses em atraso e procurar um dos pontos de vacinação. Manter o calendário atualizado é uma das principais formas de proteger não apenas quem recebe a vacina, mas também toda a comunidade.




