Novo Centro de Controle de Brasília receberá Urgências e Emergências de 56 milhões de brasileiros

Mais de 30% das unidades críticas registram atrasos, enquanto demanda por resposta emergencial pressiona aeroportos, rodovias e hospitais


Brasília passará a concentrar um dos principais centros de controle operacional em saúde emergencial do país, responsável por coordenar atendimentos que alcançam um fluxo superior a 56 milhões de pessoas, entre brasileiros e estrangeiros. O volume equivale a cerca de 25% da população brasileira e envolve operações em 54 aeroportos, 14 rodovias e grandes empresas, em um momento em que a demanda por respostas imediatas pressiona sistemas de urgência, transporte de pacientes críticos e logística hospitalar.

Em regiões metropolitanas, corredores rodoviários, terminais aeroportuários e áreas de alta circulação, o desafio já não está apenas em ter equipes médicas disponíveis, mas em conectar triagem, deslocamento, comunicação com hospitais e tomada de decisão em tempo real. Mais de 30% das unidades críticas registram atrasos superiores a 15 minutos na resposta a chamadas de urgência, enquanto hospitais privados enfrentaram aumento de 22% na pressão por atendimentos imediatos nos últimos 3 anos.

A escolha de Brasília como sede deste comando nacional tem peso estratégico. Localizada no centro do país e com forte conexão institucional, logística e territorial, a capital passa a abrigar uma operação desenhada para integrar ambulâncias, equipes médicas, hospitais, sistemas de monitoramento e protocolos de emergência. A nova estrutura do Grupo Med+, com inauguração em 16 de junho, foi planejada para acompanhar deslocamentos, organizar prioridades, monitorar pacientes e permitir comunicação direta entre os diferentes agentes envolvidos em cada ocorrência. “A emergência exige coordenação antes mesmo da chegada da equipe ao local. Quando dados, protocolos e pessoas estão conectados, a operação ganha precisão e o atendimento deixa de depender apenas da reação ao chamado”, afirma Bruna Reis, CEO do Grupo Med+.

A pressão sobre esse tipo de operação é mais evidente em ambientes de grande circulação, como aeroportos, rodovias, pólos urbanos, centros logísticos e grandes empresas, onde uma intercorrência pode mobilizar diferentes agentes ao mesmo tempo. Acidentes em vias movimentadas, eventos climáticos, crises hospitalares repentinas e atendimentos em áreas remotas exigem leitura rápida de gravidade, definição de rota, acionamento de recursos adequados e conexão com a unidade de destino desde os primeiros minutos. Nesses casos, o tempo de resposta não depende apenas da velocidade de uma ambulância, mas da capacidade de interpretar a ocorrência, coordenar equipes, reduzir ruídos de comunicação e evitar que decisões críticas sejam tomadas de forma fragmentada.

A criação do centro operacional em Brasília reflete uma mudança mais ampla na saúde emergencial brasileira, em que tecnologia, logística e gestão passam a ter papel tão decisivo quanto a estrutura médica em campo. Em operações críticas, a centralização inteligente de dados permite antecipar demandas, distribuir recursos com mais precisão e acompanhar múltiplos cenários simultaneamente, especialmente em regiões de alta complexidade operacional. Para o Grupo Med+, o movimento amplia a capacidade de coordenar atendimentos em escala nacional e reforça a tendência de profissionalização das centrais de emergência no país. “Quando uma operação acompanha milhões de pessoas em aeroportos, rodovias e grandes estruturas, a resposta precisa ser planejada como sistema. O atendimento começa na central, na leitura correta da ocorrência e na capacidade de acionar o recurso certo no menor tempo possível”, afirma Bruna Reis.

Sobre o Grupo Med+


É a maior empresa de emergências aeroportuárias da América Latina, com R$ 2 bilhões em contratos e presente em 54 aeroportos e 14 rodovias do Brasil. Possui aproximadamente 8 mil colaboradores em todo o Brasil que atendem mais de 56 milhões de pessoas, entre brasileiros e estrangeiros, que trabalham ou transitam nos seguintes segmentos: aeroportos, estradas e grandes empresas.

Em 2024 a companhia apresentou um crescimento de 150% em relação ao ano anterior, se consolidando com a empresa Benchmark do segmento. Atualmente, a companhia está entre as 2 melhores empresas para se trabalhar na área da saúde de acordo com o Great Place to Work (GPTW) no Brasil. Agora, o Grupo Med+ entrou no mercado de educação e atua junto a 5,3 mil escolas e 3,5 milhões de alunos do Estado de São Paulo, com a psicologia voltada à prevenção de bullying nas salas de aula.

O Grupo Med possui dentro da sua cultura, o capitalismo consciente que, na prática, usa a força das empresas, para servir ao desenvolvimento da humanidade, com o propósito de construir um mundo mais justo e pessoas em local de trabalho mais felizes, porém, sem perder de vista o lucro para os acionistas. Além disso, o Grupo Med acredita que as mulheres são grandes gestoras de pessoas. Atualmente, 56% dos cargos de liderança da companhia são ocupados por mulheres.
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