GDF lança edital para construção de Bloco de Doenças Raras do Hospital de Apoio

Com investimento de R$ 36,9 milhões, nova estrutura reunirá serviços especializados em um único espaço, além de ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento

"Daqui sairão pesquisas, conhecimento e, principalmente, aquilo que as famílias mais pedem: acolhimento", afirmou a governadora do DF. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

Hoje o Governo do Distrito Federal (GDF) deu mais um passo para fortalecer a assistência na rede pública de saúde. Nesta sexta-feira (26), a governadora do DF, Celina Leão, assinou a ordem de serviço para o lançamento do edital de licitação que dará início à construção do Bloco de Doenças Raras do Hospital de Apoio de Brasília (HAB).

Com investimento previsto de R$ 36,9 milhões, o novo complexo irá ampliar a capacidade de atendimento, reduzir a fila de espera e reunir, em um só local, serviços que hoje funcionam de forma descentralizada. Estima-se que cerca de 13 milhões de brasileiros convivam com doenças raras, sendo aproximadamente 150 mil no DF.

“Estou muito feliz por participar deste momento. O HAB sabe o significado de receber uma unidade voltada a esse tema. Tenho duas pessoas com doenças raras na minha família e isso torna este dia ainda mais especial. Daqui sairão pesquisas, conhecimento e, principalmente, aquilo que as famílias mais pedem: acolhimento”, afirmou a governadora.

Para garantir mais agilidade na execução da obra, o regime escolhido foi o de contratação integrada. Nesse modelo, uma única empresa ficará responsável pela elaboração dos projetos de arquitetura e engenharia, execução da obra, instalação dos equipamentos e realização dos testes e comissionamentos.

A expectativa é a de que o bloco seja concluído em cerca de dois anos. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) ficará a cargo do processo licitatório e da fiscalização da obra.

_A expectativa é a de que o bloco seja concluído em cerca de dois anos. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF_

Atendimento integrado

No projeto proposto, o novo bloco terá área construída de 4.005,72 metros quadrados, distribuída em três níveis. Estes últimos irão abrigar diferentes serviços voltados ao atendimento de pessoas com doenças raras, como genética clínica, triagem neonatal ampliada, biologia molecular, citogenética, oncogenética e neurogenética.

A estrutura contará com espaços para consultas, salas de infusão, laboratórios, auditório e áreas técnicas que darão suporte ao funcionamento da unidade, tornando o atendimento mais integrado, organizado e eficiente para pacientes e profissionais.

O secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, ressaltou que o novo centro representará um avanço importante para a assistência especializada. “Vamos concentrar toda a parte de diagnóstico com tecnologia de ponta, fortalecer a linha de cuidado desses pacientes, impulsionar a pesquisa e dar um passo importante para consolidar a capital federal como referência nacional em doenças raras."

Para a coordenadora da Regional Centro-Oeste da Sociedade Brasileira de Genética e Genômica, Maria Teresinha Cardoso, a obra representa uma conquista aguardada há muitos anos. “Esse é o início da realização de um sonho dos brasilienses. Vamos oferecer um espaço mais acolhedor, com estrutura adequada para que os pacientes encontrem em um só lugar o atendimento de que precisam”, assegurou a especialista que criou, em Brasília, o primeiro banco genético da Secretaria de Saúde (SES-DF).

Habilitada desde 2016 pelo Ministério da Saúde como Serviço de Referência em Doenças Raras, a Unidade de Genética do HAB já atende pacientes de todo o Centro-Oeste.

Segundo o chefe do Centro de Referência em Doenças Raras e Triagem Neonatal, Gerson Carvalho, a nova estrutura transformará a forma como os pacientes e suas famílias são atendidos. “A centralização da assistência permitirá que profissionais de diferentes áreas atuem de forma integrada."

Também foi inaugurada a nova sala de densitometria óssea do HAB, que amplia o acesso da população a exames essenciais para diagnóstico da osteoporose e outras doenças. Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

Menos espera

Na ocasião, também foi inaugurada a nova sala de densitometria óssea do HAB, que amplia a capacidade diagnóstica da SES-DF. O diretor-geral da unidade, Alexandre Lyra, explicou que o novo equipamento representa um avanço importante para a população do DF e do Entorno.

“Com esse novo equipamento, ampliaremos a oferta, reduziremos o tempo de espera e conseguiremos diagnosticar precocemente a osteoporose, evitando fraturas e outras complicações nos pacientes”, afirmou Lyra.

*Com informações da Agência Brasília
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