Cinco temas de meio ambiente que podem cair no ENEM 2026

Educador explica como o assunto aparece na prova e quais os conceitos mais cobrados


No histórico do ENEM, meio ambiente é um dos assuntos que se destacam por serem recorrentes nas provas de Ciências da Natureza e Ciências Humanas. O exame utiliza essa temática para conectar conceitos teóricos a desafios do cotidiano, por meio da abordagem interdisciplinar.

Em 2025, por exemplo, esse foi um dos temas mais lembrados pela prova. Rafael Galvão, diretor-pedagógico do Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio do Alfacem Global Academy, explica os principais temas que podem cair na prova.

“Na Biologia, o foco costuma ser a ecologia e explora impactos ambientais, como o desmatamento e a biomagnificação, os ciclos biogeoquímicos e questões voltadas à preservação e sustentabilidade. Enquanto em Geografia, os problemas ambientais urbanos e rurais, como a erosão e as ilhas de calor, além de temas geopolíticos são alguns dos mais cobrados pelo exame”, explica.

Segundo o educador, em Química, matéria que analisa a ação humana na natureza através de processos químicos, temas como a formação de chuva ácida e a destruição da camada de ozônio são recorrentes.

É importante ressaltar que o ENEM busca analisar a capacidade crítica e a interpretação dos estudantes. Por isso, é comum encontrar gráficos, tabelas e esquemas que exigem do jovem a identificação de soluções sustentáveis para os danos ao planeta.

“Como a prova mantém uma forte conexão com a atualidade, o acompanhamento de eventos climáticos extremos, debates sobre a Amazônia e desastres ambientais recentes é muito necessário, visto que esses assuntos possuem grande potencial para aparecerem esse ano até mesmo como eixos temáticos para a redação”, reforça Galvão.

O educador aponta cinco assuntos que podem cair no exame em 2026:

Aquecimento global: o foco aqui é o impacto humano na dinâmica do planeta, principalmente através da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento, que liberam gases como CO2 e CH4, e intensificam o efeito estufa. “A prova também cobra fenômenos químicos e urbanos associados, como a chuva ácida e a inversão térmica”, ressalta o diretor-pedagógico.

Gestão de resíduos sólidos: esta pauta discute o destino do lixo, diferenciando o impacto destrutivo dos lixões a céu aberto da estrutura dos aterros sanitários, que são projetados para impermeabilizar o solo e tratar o chorume e o gás metano, cobrando conceitos como reciclagem, logística reversa e o perigo dos microplásticos nas cadeias alimentares.

Desmatamento e degradação de biomas: este assunto cobra a destruição da vegetação nativa, especialmente na Amazônia e no Cerrado, e suas consequências, como a perda de biodiversidade, o esgotamento do solo e o enfraquecimento das massas de ar carregadas de umidade da floresta que levam chuva para o Sudeste e Centro-Oeste.

“O ENEM costuma exigir que o estudante identifique os principais vetores do problema, associando-os ao avanço da fronteira agrícola, à pecuária extensiva e à exploração ilegal de madeira”, explica Galvão.

Ilhas de Calor: fenômeno climático comum das grandes metrópoles, as ilhas de calor ocorrem quando as áreas centrais das cidades registram temperaturas mais altas do que as regiões periféricas ou rurais vizinhas. Isso é provocado pela substituição da vegetação por superfícies de asfalto e concreto, pela verticalização excessiva e pela poluição atmosférica combinada ao calor gerado por motores de carros e aparelhos de ar-condicionado.

Consumo consciente: o conceito de consumo consciente discute como a sociedade pode atender às suas necessidades econômicas e sociais atuais sem comprometer a sobrevivência e os recursos das gerações futuras. “O exame costuma cobrar a análise crítica do modelo de consumo desenfreado, a importância da economia circular e o conhecimento sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU para combater a degradação ambiental”, conclui Galvão.
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