Inadimplência de aluguel no Distrito Federal registra menor taxa histórica, aponta Índice Superlógica

Índice traz ranking das regiões com maior taxa de inadimplência de aluguel


  • Índice de inadimplência de aluguel no Distrito Federal ficou em 1,91% - taxa mais baixa desde o início do monitoramento em 2023
  • A região Centro-Oeste registra taxa de inadimplência de 3,17%, abaixo da média nacional de 3,21% no período
  • Imóveis residenciais de até R$ 1.000 lideram inadimplência no país
  • Criado para apoiar imobiliárias em decisões estratégicas, índice analisa dados anonimizados de mais de 800 mil clientes
Maio de 2026 – A inadimplência de aluguel no Distrito Federal teve queda em março, com taxa de 1,91% – menor inadimplência registrada desde o início do monitoramento, em 2023 –, após 2,67% em fevereiro. No comparativo com o mesmo período de 2025 (2,81%), houve queda de 0,90 ponto percentual. A taxa ficou ainda abaixo da média nacional, que foi de 3,21%, e está entre as mais baixas do país. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.

Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, “a queda registrada em março, sendo também a taxa mais baixa analisada, mostra que os brasileiros, mesmo diante de um cenário econômico desafiador, seguem em busca de se manter em dias com as contas que não param de chegar. Porém, é importante seguir de olho nas projeções de aumento na inflação e nas taxas de juros, pois são fatores que podem ser um gatilho para o aumento do endividamento nos próximos meses”.

Em março, a região Nordeste se manteve no topo do ranking de inadimplência, com uma taxa de 4,77%, alta de 0,10 ponto percentual em relação a fevereiro (4,67%). Já o Norte, ficou em segundo lugar, com 4,29%, redução de 0,32 ponto percentual, ante os 4,61% de fevereiro. A região Centro-Oeste marca o terceiro lugar com 3,17%, um recuo de 0,54 ponto percentual, após os 3,71% do mês anterior. O Sudeste aparece em seguida, com taxa de 3,14% – queda de 0,14 ponto percentual em relação a fevereiro –, e o Sul com 2,77%, mantendo a menor taxa do país, com baixa de 0,10 ponto percentual entre fevereiro e março.

Na região Centro-Oeste, os imóveis comerciais lideram a inadimplência de aluguel, com 4,73% em março, um aumento de 0,16 ponto percentual em relação a fevereiro (4,57%). Em seguida, aparecem as casas, com 4,64% – diminuição de 0,71 ponto percentual frente aos 5,35% do mês anterior – e a inadimplência de apartamentos registrou queda, de 2,64%, em fevereiro, para 1,92%, em março.

Entre a base nacional analisada, a inadimplência em imóveis residenciais com aluguel de até R$ 1.000 teve uma queda de 0,21 ponto percentual, de 6,19%, em fevereiro, para 5,98%, em março. Pelo terceiro mês consecutivo, a inadimplência nos imóveis populares superou a do segmento de alta renda, apesar do recuo geral. Os imóveis com aluguel acima de R$ 13.000, que lideraram os atrasos em 2025, agora ocupam o segundo lugar: a taxa caiu para 5,83% em março, ante os 6,01% registrados em fevereiro. Do outro lado, as faixas entre R$ 2.000 e R$ 5.000 mantiveram os menores índices do mercado, com taxas em torno de 1,9%.

“Mesmo com uma queda na inadimplência em nível nacional, a taxa alta na faixa de até R$ 1.000, desde janeiro, reforça uma dificuldade maior entre as famílias de menor renda para manter o aluguel em dia. A inflação e juros elevados têm um efeito desproporcional sobre a inadimplência, neste caso. Isso porque a maior parte do orçamento está concentrada em despesas essenciais, como alimentação e transporte, que costumam ser mais pressionadas pela inflação”, analisa Gonçalves. “Fora isso, dados recentes (Quaest Pesquisa) apontam que essa faixa de renda tem, possivelmente, sofrido para honrar o custo básico de vida em função de um comportamento de apostas digitais. Na tentativa de expandir a renda por meio das bets, no fim das contas, acaba por drená-la.”

Já em relação aos imóveis comerciais, a faixa até R$ 1.000 continua com a maior taxa, de 7,41%, mesmo com uma baixa de 0,57 ponto percentual na comparação com o mês anterior (7,98%). A segunda maior taxa de inadimplência foi em imóveis acima de R$ 13.000, com 5,19%. Já a menor foi na faixa de R$ 2.000 a R$ 3.000, de 3,81%.

Em relação ao tipo de imóvel, as taxas recuaram nas três categorias em março. A inadimplência de apartamentos teve uma leve queda de 0,03 ponto percentual, com 2,30% no período; a de casas ficou em 3,60%, após 3,85% em fevereiro. Já os imóveis comerciais tiveram 4,54% de inadimplência em março – baixa de 0,21 ponto percentual em relação ao mês anterior.

Principais dados do Índice de Inadimplência Superlógica:
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