Rodoviária do Samba homenageia mulheres sambistas em edição especial na Ceilândia

Evento realizado no Terminal Rodoviário do Setor O reuniu artistas, público e valorizou o protagonismo feminino no samba durante a semana da mulher

Foto: Thais Mallon

O projeto “Rodoviária do Samba” promoveu, na última quinta-feira (5), uma edição especial em homenagem às mulheres sambistas no Terminal Rodoviário do Setor O, na Ceilândia. Realizado a partir das 17h, o evento foi gratuito, aberto ao público e reuniu artistas e comunidade em uma celebração marcada pela música, cultura e reconhecimento ao protagonismo feminino no samba.

A roda de samba foi formada exclusivamente por mulheres e contou com a participação de nomes como Kris Maciel, Yara Alvarenga, Negona, Ane Êoketu, Bruna Tassy e Fê Monteiro, que deram voz e ritmo a uma apresentação repleta de representatividade e emoção.

Integrando a programação da semana da mulher, a ação fez parte do projeto Cultura Negra em Movimento e foi realizada pelas produtoras Onã Produções, Produção Criola e Instituto Cultural Black Spin Breaker’s, com apoio do Boi do Seu Teodoro, em parceria com a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Distrito Federal (GDF).

Uma das realizadoras do projeto, a cantora Cris Pereira ressaltou a importância da homenagem e o papel histórico das mulheres no gênero musical. “As mulheres têm um papel fundamental tanto na história quanto no futuro do samba. Elas criam, sustentam e reinventam esse gênero musical. A roda foi um momento de celebrá-las”, afirmou.

Cris Pereira divide a realização do “Rodoviária do Samba” com a gestora cultural Tâmara Jacinto e o percussionista Guto Martins. Criado há 19 anos, o projeto tradicionalmente ocupa a Rodoviária do Plano Piloto no dia 2 de dezembro, data em que é celebrado o Dia Nacional do Samba.

Nesta edição especial, a iniciativa levou sua força cultural para a Ceilândia, reconhecendo o potencial artístico da região e prestando uma homenagem às mulheres que ajudam a manter viva a tradição do samba ao longo de todo o ano.

Para Tâmara Jacinto, a realização do evento no Setor O teve um significado especial. “Foi uma enorme alegria levar esse projeto para a Ceilândia, que também pulsa e realiza rodas de samba muito especiais, sobretudo nessa homenagem às sambistas. Chegamos com respeito e fomos recebidos para celebrar as mulheres pelo que elas fazem nos 365 dias do ano”, destacou.

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