Especialistas reforçam que diagnóstico precoce pode aumentar significativamente as chances de cura

O mês de Março Azul-Marinho, dedicado à conscientização sobre o câncer colorretal, reforça um alerta importante para a população do Distrito Federal. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença está entre os três tipos de câncer mais frequentes da região Centro-Oeste, com taxa aproximada de 17 casos por 100 mil habitantes.
O câncer colorretal, que afeta o intestino grosso e o reto, é atualmente o terceiro tipo de câncer mais incidente no Brasil. Apesar da alta incidência, especialistas ressaltam que muitos casos podem ser evitados ou diagnosticados precocemente com mudanças no estilo de vida e exames preventivos.
O coloproctologista Ithalo Medeiros explica que hábitos cotidianos exercem forte influência no risco de desenvolver o tumor.
“O câncer colorretal, que afeta intestino grosso e reto, é o terceiro tipo de câncer mais incidente no Brasil. Alimentação rica em fibras, consumo moderado de carnes vermelhas e processadas, prática regular de atividade física e manutenção de peso adequado são medidas simples, mas muito eficazes para reduzir o risco de câncer de intestino”, afirma.
Segundo o especialista, exames preventivos são fundamentais para detectar alterações antes que se tornem graves.
“A colonoscopia é o método mais eficiente para identificar pólipos e lesões precoces. Quando detectados a tempo, esses problemas podem ser tratados e o câncer pode ser evitado. A detecção precoce aumenta muito as chances de cura”, ressalta Ithalo Medeiros.
Além da prevenção, o médico também alerta para sintomas que não devem ser ignorados.
“Sangue nas fezes, mudança no hábito intestinal, dor abdominal persistente ou perda de peso sem explicação merecem avaliação médica imediata. Quanto mais cedo a investigação, maior a probabilidade de tratamento eficaz”, alerta.
Para a coloproctologista Paula A. Conceição, falar abertamente sobre o tema ainda é um passo importante para ampliar o diagnóstico precoce.
“O câncer de intestino costuma se desenvolver de forma silenciosa nas fases iniciais. Quando ampliamos o diálogo, aumentamos as chances de detectar a doença cedo e alcançar a cura.”
A especialista explica que mudanças simples no estilo de vida podem reduzir o risco de desenvolvimento do tumor.
“Frutas, legumes, verduras e grãos integrais melhoram o funcionamento intestinal e ajudam a reduzir processos inflamatórios associados ao câncer colorretal”, explica.
Outro fator importante é a prática regular de atividade física.
“A atividade física atua diretamente na redução de fatores inflamatórios e metabólicos que aumentam o risco do câncer de intestino”, destaca Paula.
Hábitos como tabagismo, consumo excessivo de álcool e obesidade também estão associados ao aumento da incidência da doença.
“Abandonar o cigarro, moderar o álcool e manter o peso adequado são atitudes concretas de prevenção”, afirma.
A médica também reforça que sintomas persistentes não devem ser ignorados.
“Muitas pessoas atribuem esses sinais a hemorroidas ou algo passageiro. Só a investigação médica pode descartar algo mais sério”, alerta a coloproctologista.
Segundo ela, a colonoscopia continua sendo o principal exame para rastreamento e prevenção da doença.
“A colonoscopia não serve apenas para diagnosticar. Ao remover um pólipo, interrompemos a possível evolução para o câncer”, reforça.
De forma geral, o rastreamento costuma começar entre 45 e 50 anos, mas pode variar de acordo com o histórico de saúde de cada paciente.
“O rastreamento precisa ser individualizado. A história clínica de cada paciente é que determina quando iniciar e com que frequência repetir os exames”, conclui.




