Quase metade dos síndicos atua profissionalmente, aponta pesquisa

Segundo levantamento do Datafolha, 72% deles buscaram cursos de qualificação na área


Em um país com mais de 13 milhões de endereços em condomínios, segundo aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a profissionalização da função do síndico se mostra uma tendência com a demanda de gestores qualificados em condomínios. É o que apontou o levantamento 'Perfil do Síndico Brasileiro', realizado pelo Instituto Datafolha para o Grupo Superlógica. Segundo ele, 46% dos síndicos entrevistados já exercem a função de forma profissional, e 72% buscaram cursos de qualificação na área.

Ainda segundo a pesquisa, que abordou 350 indivíduos de todas as regiões do Brasil, 70% dos síndicos profissionais eram, inicialmente, moradores voluntários. Com a qualificação, eles hoje podem se dedicar inteiramente à profissão.

O síndico é o representante dos interesses do condomínio, responsável pela gestão e bom funcionamento do prédio. Entre suas funções, estão a parte financeira (orçamentos, receitas, despesas e controle de inadimplência, por exemplo), a prestação de contas à assembleia de moradores do condomínio, vistorias e acompanhamento de laudos e obras, avaliação da limpeza e da segurança em áreas comuns, além de atender às demandas de funcionários e condôminos. Quanto à tomada de decisões, 67% dos síndicos afirmaram que são os únicos responsáveis pelas questões financeiras do prédio, e 74% desses utilizam plataformas de gestão.

De acordo com o síndico profissional e diretor da Embraps, empresa especializada em facilities para condomínios e empresas, Marcos Valim, a experiência e preparação adequada ajudam a evitar gastos desnecessários e a gerir melhor conflitos no condomínio, por exemplo.

“O síndico profissional possui o preparo e a experiência que o cargo requer e mantém um distanciamento emocional saudável. Uma vez bem preparado, consegue exercer os papéis de administrador e mediador, mantendo a ordem e a coletividade. A profissionalização por parte de síndicos orgânicos é benéfica tanto para o condomínio quanto para ele mesmo, que pode se qualificar em uma nova profissão e, também, executar a função de forma ainda mais eficiente”, afirma.

Regulamentação

A profissão do síndico profissional é pauta aberta na Câmara dos Deputados. Em 2024, o deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB-SP) protocolou o Projeto de Lei 4739/2024, que regulamenta as atividades da função. A proposta segue na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC). O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS) fez um Requerimento de Audiência Pública para discutir o PL.

Segundo o Projeto de Lei, essa função poderá ser exercida pelo condômino, empregado do condomínio ou profissional autônomo ou pessoa jurídica especializada, contratada especificamente para a função, cujo cargo deverá vigorar por até dois anos, prorrogável.

Para Marcos Valim, a regulamentação da profissão de síndico profissional atende a uma demanda importante: "Além de garantir mais segurança jurídica para a função, a regulamentação desta profissão se mostra necessária especialmente em uma realidade em que temos cada vez mais condomínios, com cada vez mais apartamentos. Uma gestão profissional ajuda a manter a transparência e mais trazer eficácia aos processos", conclui
Postagem Anterior Próxima Postagem
Bio Caldo - Quit Alimentos
Canaã Telecom

نموذج الاتصال