Casa do cantador em Ceilândia tem final de semana com muitas atrações culturais

Na 2ª edição do Operárias das Artes, uma seleta mistura de ritmos e talentos com produções culturais protagonizadas por mulheres, na Casa do Cantador


O Operárias das Artes 2ª edição mostra que o Projeto veio para ficar e a Casa do Cantador (QNN Quadra 32 Área Especial G - Ceilândia) foi o lugar escolhido para que preciosas e poderosas produções culturais protagonizadas por mulheres subam ao palco neste sábado (28/05), a partir das 16h40 e no domingo (29/05), a partir das 16h. Deusa do Forró (RN), Mulmaba (SP), Atitude Feminina, Chinelo de Couro, Ogum Pá, Lina Rehem, Soul +Eu, Margô Oliveira, Josiane Araújo, entre outras, num total de 12 apresentações entre música, teatro e poesia (abaixo a programação completa).  Tudo aberto e gratuito com Censura Indicativa de 14 anos. Projeto realizado por meio de um Termo de Fomento da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, do GDF.

"Nossa segunda edição veio com força total e agora, felizmente, com apresentações presenciais. A poesia, teatro e música continuam firmes e fortes a ser utilizados no Distrito Federal como poderosos instrumentos de estímulo à criação de uma nova cultura de equidade de gênero", afirma a idealizadora do projeto,  Nanci Araújo.

LIBRAS E AUDIODESCRIÇÃO
O projeto contará com intérpretes em LIBRAS em TODAS as apresentações. Além disso, também será feito um compacto de todas as apresentações com Audiodescrição.


Programação

  

Sábado

28/05/2022

Margô Oliveira

16h40

Soul + Eu

17h30

Lene Matos

18h20

Chinelo de Couro

19h10

Atitude Feminina

20h

Deusa do Forró (RN)

20h50


Domingo

29/05/2022

Jirlene Pascoal

16h

Lina Rehem

16h40

Mulamba (SP)

17h30

Rejane Pitanga

18h20

Josiane Araújo

19h10 

Ogum Pá

20h

 


Sábado -  28/05/2022


16h40 - Margô Oliveira  é poeta e realiza performances poético-teatrais, se apresentando em inúmeros teatros, palcos e bares do Distrito Federal. Acompanhada dos músicos Ronaldo Alencar (violão de 6 e 12 cordas) e Clebérson Marques (percussão e voz), ela apresentará um musical poético que homenageará as mulheres.
17h30 - Soul + Eu -  Criada em 2021 e formada por artistas e instrumentistas ligados à musicalidade negra. Traz um toque de originalidade com grandes nomes da música preta brasileira e internacional. A resistência da arte como um todo é o forte da banda, black music, soul, jazz e samba compõe repertórios inesquecíveis para o público de todas as idades
18h20- Lene Matos é uma cantora versátil com influências de cantores e mestres da música brasileira como Elis Regina, Milton Nascimento, João Bosco, Ivan Lins entre outros, e grandes nomes da música internacional de destaque como Ella Fitzgerald, Billie Holiday, Sharon Jones, Sara Vaughan e outras divas do jazz.  Em 2019, Lene Matos se apresentou no 1o de Maio, como atração local, abrindo o show de Vanessa da Mata e Odair José. Em 2020, abre a live de Arnaldo Antunes e faz um debate sobre Racismo Estrutural com o rapper GoG. Agora a artista alça novos voos nos palcos de lives pelo país.
19h10- Chinelo de Couro é formada por Julia Carvalho (vocal e percussão), Letícia Fialho (vocal, guitarra acústica e violão) e Shaira (percussão e voz). O grupo conta com convidades solistas na maioria das apresentações, enriquecendo com a sanfona ou flauta doce. Com uma pesquisa que permeia o imaginário cultural brasileiro, o repertório do grupo é vasto e de raízes, ganhando asas nos fortes e harmoniosos vocais femininos - característica marcante da banda, além da percussividade e inovação. O repertório da banda é recheado de forró , passando por ritmos como o coco, ciranda e cantos de trabalho. Entre outros ritmos populares, são executadas também canções autorais e composições de artistas brasilienses. Mas a urbanidade também faz parte das características do grupo, podendo incluir a guitarra acústica nas apresentações.Em 2016, o Chinelo de Couro lança seu primeiro CD, Cantos Brasileiros, gravado com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, com direção de Marcus Moraes e participação de Mestre Zé do Pife, Martinha do Coco, Filhos de Dona Maria, entre outros artistas da cidade." Participou do Sofar Sounds Brasília e do Sonora No Quadrado, mostra da produção musical das mulheres no DF. 
20h - Atitude Feminina é um grupo formado pelas rappers Hellen Rosa Silva e Ana Cecília dos Santos. O grupo já possui uma carreira bem sólida e conta com mais de 20 anos de existência no DF. O grupo  notabilizou-se pelo engajamento contra a violência doméstica e discriminação das mulheres de classes mais humildes da sociedade, temas sempre destacados nas letras das músicas. Antes do 1º CD, o grupo já tinha quatro canções executadas em várias rádios comunitárias e programas especializados de grandes FMs do DF e Entorno. Entre os sucessos, “Rosas”, sobre violência doméstica e conscientização dos direitos das mulheres, e “De quê vale o crime?”, que aborda a escolha do caminho pela criminalidade. A partir de 2017 o grupo gravou um projeto paralelo chamado "AFPX", um trabalho junto com o grupo "Provérbio X". A primeira música de trabalho junto com o videoclipe intitulado "Sobreviver Primeiro" foi lançada dia 8 de março de 2018 e o novo álbum intitulado "Tipo Criminoso" já está disponível em todas as plataformas digitais. Em 2020 fizeram a Live comemorando os 20 anos de carreira do grupo. Em 2021 lançaram o videoclipe acústico da música Rosas e o grupo começa o projeto: “Atitude Feminina canta” regravando a música “Faça por Amor” de Crônica Mendes. A música já está em todas as plataformas digitais e o videoclipe está disponível no YouTube. Em 2022 o grupo irá lançar Atitude Feminina Sebastianas, acústico gravado em São Sebastião DF na biblioteca Exu do Absurdo.
20h50 - Deusa do Forró (RN) - Iranilda Albuquerque, A DEUSA NORDESTINA DO FORRÓ, artista potiguar, de Acari e radicada em Parnamirim (RN),  possui 35 anos de carreira artística dedicados à autêntica música regional nordestina. A DEUSA NORDESTINA DO FORRÓ vem, ao longo desse tempo dando um brilho especial com suas interpretações às músicas do cancioneiro nordestino, de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, Jorge de Altinho, Flávio Leandro, e tantos outros, e principalmente, dando continuidade ao legado do trabalho de Marinês.

Domingo - 29/05/2022 


16h -  Jirlene Pascoal (atriz) participa de vários saraus de Brasília, como mestre de cerimônias e declamando poemas. Os poemas por ela recitados na sua maioria poemas de mulheres, que falam de suas dores, alegrias e tristezas de forma lúdica , fazendo um resgate da alma feminina, com isso e fortalecendo a luta da mulher na sociedade.
16h40- Lina Renhem é compositora e cantora e já percorreu a trilha musical há algumas décadas (1980). Apresentará composições próprias, num lindo show,  com músicas, também , de alguns amigos, e, de nomes já  consagrados da nossa velha e boa MPB.
17h30 - Mulamba (SP)  Atualmente baseada em São Paulo (SP), a banda curitibana completa cerca de sete anos produzindo e rodando pelo cenário da música independente brasileira. Formada por Amanda Pacífico, Cacau de Sá, Érica Silva, Fer Koppe, Naíra Debértolis e Caro Pisco, a banda ganhou destaque e atenção de festivais independentes e importantes casas de shows Brasil afora após o lançamento do disco de estreia, Mulamba (2018). De lá para cá rodaram o país com um show impactante e fizeram uma pequena pausa durante o período pandêmico entre os anos 2020 e 2021, quando aproveitaram o momento para conceber o segundo disco de inéditas da carreira, que será lançado por completo pelos próximos meses.  
18h20 - Rejane Pitanga é baiana de Salvador e professora aposentada da Secretaria de Educação.Foi dirigente sindical atuando no Sindicato dos Professores e presidiu a Central Única dos Trabalhadores no DF. Sempre atuou no fortalecimento e incentivo à cultura com a mesma paixão que defende a justiça social e a luta em defesa dos direitos das mulheres e contra todas as formas de violência. Teve participação em projetos como o Feira Cultural de Ceilândia, Estradas e Terreiros e várias apresentações com outras cantoras em bares e espaços culturais. Tem uma forte ligação com a MPB e se sente muito feliz em cantar em um projeto como o Operárias das Artes que dá visibilidade ao trabalho artístico de várias mulheres.
19h10- Josiane Araújo - Música: respiro isso!!!  É o que diz Josiane Araújo quando perguntam o que a música significa para ela. Desde muito nova a música sempre esteve presente em sua vida. A pegada nordestina é herança de seu avô: nascido no Piauí, autodidata que entoava canções de Luiz Gonzaga – O rei do baião – em seu acordeom. Cresceu convivendo com músicos regionais. Aos dez anos de idade, em 1987 estreia nos palcos de Brasília no Teatro da Novacap (empresa contratada para a construção da nova capital do país), sob os cuidados do Maestro Rai Melodia, onde interpreta a canção “Cuitelinho", de domínio público. Aos vinte resolve sentir o gostinho dos festivais de M.P.B dentro e fora do Distrito Federal. Desponta na noite candanga se apresentando em bares, casas noturnas, pizzarias, restaurantes, bailes de carnaval, festas juninas, aniversário de Brasília, praças... Curta o melhor do Xote, do Baião, do Boi do Maranhão, do Forró Pé de Serra com Josiane Araújo. Banda: voz e triângulo, Magoo Vale Rio; Violão, Beto Nascimento; Contrabaixo,Luiz Coelho - Percussão e Vavá Araçá - Sanfona.
20h - Ogum Pá  - O Afoxé Ogum Pá é dedicado ao Orixá Ogum Mejê, formado dentro de uma casa de candomblé de nação Ketu, o Ilê Axé T’Oju Labá, em Santa Maria (DF). A idealizadora e responsável pelo Afoxé é a Iyalorixá Mãe Dora de Oyá.  O Afoxé Ogum Pá é afilhado do tradicional Afoxé Alafin Oyó, de Olinda (PE), e desde 2017 tem colocado o candomblé e a cultura de matriz africana nas ruas de Brasília. Com cerca de 30 integrantes nas alas de canto, percussão e balé, o Afoxé Ogum Pá possui um repertório de músicas populares e autorais tradicionais do ritmo Ijexá. Ao longo de tempo, o Afoxé fez apresentações em casas de samba e em diversos eventos no Museu Nacional, Cidade Ocidental, Instituto Federal de Brasília – IFB, bem como eventos promovidos pelo Ilê Axé T’Oju Labá, como a tradicional feijoada da casa, e o Ensaio Aberto que acontece mensalmente na Feira da Torre de Brasília, em parceria com a Associação dos Artesãos. O trabalho do Afoxé tem sido reconhecido fora do Distrito Federal. Em julho de 2019, participou do 39° Festival Internacional del Caribe, em Santiago de Cuba; e em agosto daquele mesmo ano, apresentou-se no Aparelha Luzia (SP) e no Sesc Pompeia (SP).

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