Pulmão artificial mantem vivo ator Paulo Gustavo

Saiba o que é o pulmão artificial usado pelo ator Paulo Gustavo
Especialistas  explicam que o tratamento é complexo e caro, mas já salvou muitas vidas da Covid-19


Internado com um quadro grave da Covid-19, o ator e diretor Paulo Gustavo iniciou na sexta-feira o tratamento por ECMO, sigla em inglês para "oxigenação por membrana extracorporal".

Especialistas afirmam que a estrutura funciona como um "pulmão artificial" e é utilizada quando a respiração mecânica já não é mais suficiente para proporcionar uma boa oxigenação ao paciente, o que explica a sua utilização em casos de Covid-19 como o do artista.

É uma técnica utilizada há décadas, quando o paciente tinha pneumonia muito grave a ponto dos respiradores artificiais não serem suficientes para obterem oxigenação adequada do organismo.

Os principais objetivos da ECMO são "oxigenar o organismo, eliminar o gás carbônico e propiciar um repouso do pulmão doente, propicia que o próprio organismo e os medicamentos administrados façam o equilíbrio necessário para a recuperação do pulmão.


A técnica pode ser utilizada por um período prolongado, de até 25 dias, e que várias pessoas ao redor do mundo foram salvas pelo tratamento, os especialistas ponderam que esta é uma alternativa custosa para combater à Covid-19 e portanto inacessível a parte considerável da população.

Infelizmente, muitas pessoas como o ator, não tem chance de ser tratadas em uma ótima estrutura e ter a ECMO. É um dispositivo relativamente caro, custa em torno de R$ 30 mil. Não se consegue fazer hoje em alta escala no SUS.

Outro ponto abordado pelos especialistas é a complexidade da tecnologia. Não é indicado para todos, dizem. Não é um procedimento sem efeito colateral, é preciso ponderar se o benefício é maior que o risco ao paciente.


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