mais de 1 milhão de casos de Covid-19 - Alô Brasília

Últimas

sábado, 20 de junho de 2020

mais de 1 milhão de casos de Covid-19

Brasil passa 1 milhão de casos de Covid-19 sem perspectiva de redução



O Brasil se tornou nesta sexta-feira (19) o segundo país do mundo a romper a barreira de 1 milhão de casos da doença respiratória provocada pelo novo coronavírus, atingindo 1.032.913 infecções, atrás apenas dos Estados Unidos. Em comparação, o terceiro país com mais casos é a Rússia, que tem menos de 600 mil infecções registradas.

Ao longo das últimas semanas o Brasil se tornou o lugar do mundo com maior aceleração da doença, registrando quase que diariamente mais casos e mais óbitos do que os EUA. Nas últimas cinco semanas, o total de mortes registradas por dia no país girou em torno de 1.000 durante a semana — nos finais de semana há uma queda devido a atrasos de notificação.

Com esse patamar de mortes e com o número de casos registrados girando em torno de 25 mil por dia, o Brasil parece ter chegado a um platô, com números que se mantêm altos.

"Estamos em um platô perigoso", disse à Reuters o pesquisador Christovam Barcellos, do Laboratório de Informação em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz. "Na maioria dos países a curva começou a decrescer depois de bater mil mortos por dia, mas no Brasil não."

Apesar de algumas cidades grandes terem de fato registrado redução na velocidade de transmissão e no número de pacientes internados por Covid-19, a interiorização da doença tem impedido o país de alcançar uma redução da epidemia. De acordo com o Ministério da Saúde, 82,4% dos municípios brasileiros já foram atingidos pela Covid-19 e 59% do total de casos foram notificados no interior, apesar de a doença ter chegado ao país pelas capitais, em especial São Paulo e Rio de Janeiro.

Como as cidades menores têm redes de saúde ainda mais precárias que as capitais, pessoas que contraem o vírus no interior costumam buscar atendimento médico nas metrópoles, levando o vírus de volta e mantendo uma tendência de transmissão continuada, de acordo com o pesquisador.

"Como esse trânsito de pessoas não para, o que a gente vê é que vai se manter um platô alto de transmissão que pode levar muitos meses ou até anos. Enquanto não tivermos uma vacina ou tratamento, a tendência é continuar assim", acrescentou.

Na quarta-feira, o Ministério da Saúde estimou pela primeira vez que o Brasil pode estar caminhando para uma estabilização da epidemia, mas ressaltou que é preciso aguardar as próximas semanas. A OMS (Organização Mundial da Saúde) também apontou para uma estabilidade no Brasil, destacando, no entanto, que a pandemia ainda é "severa no país". 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Blog do Poliglota

Alô Goiás

Blog do PAULO MELO

Alô Brasília

Coluna do PM

Blog do Aderivaldo Cardoso

BLOG DO HALK

Melhores da semana

Destaque

Valor do BRB aumenta mais de 400% no mercado e banco passa a valer R$ 6 bilhões

A maior valorização da história do Banco de Brasília ocorre após parceria entre a instituição financeira e o Flamengo Foto: José Me...